Ela é pura poesia

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E o riso dela
Ilumina o meu dia.
Como conceber tanta alegria
Numa ação tão singela?

E o rosto dela
Faz feliz a minha vida
Como o desabrochar da margarida
Nas manhãs de primavera.

E a falta dela
Vai me fazer surtar de vez
Se o caso já não se fez
Na ausência de minha donzela.

Esses foram os primeiros versos que eu escrevi pra minha namorada. Antes mesmo dela ser minha namorada. Intitulei-os Versos de dúvida/certeza, porque era esse o misto de emoções que eu estava sentindo por ela.

Dúvida porque a gente nunca sabe o que se passa na cabeça da outra pessoa, será que ela está apaixonada por mim ou ela age assim com todo mundo? Aquele básico medo de se enganar. Mas ao mesmo tempo tinha certeza, pois via em seus olhos o sentimento que ela nutria por mim.

Os céticos dirão que é impossível, os literatos que é uma antítese, já os apaixonados dirão que é a mais pura e simples verdade. O amor é a poesia das relações humanas. O mesmo toque dos poemas de Drummond e das pinturas de Michelangelo está nos olhares brilhantes daqueles que compartilham o amor.

Eu sinto a poesia da vida, presente no amor que eu tenho. Aquele sentimento que me deu inspiração pra escrever esse poema e também este texto. Tudo o que eu escrevo é, simplesmente, uma tradução da poesia que se encontra em meu coração.

É isso que vale a pena num relacionamento, ser inspirado pelo outro. Eu escrevo, mas cada um tem seu jeito. Você pode levar flores, fazer um gesto romântico, ou só ficar feliz e ser simpático com todo mundo. Pode apenas dizer “eu te amo”. Não importa como.

No fim, só tem de deixar seu amor transbordar em forma de poesia. E se tem uma coisa que eu sei sobre a minha namorada, é isto: ela é pura poesia.

Igor Andreola

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